"NO" SEA&EARTH POLLUTION


NO SEA&EARTH POLLUTION - ALBATROSS

creates global awareness for an obvious goal:

cleaning up the poisonous plastic mess we make.

" ALBATROSS " anti PLASTIC POLLUTION

"ACTION" Project 2012-2020

Captain Manfred Reicher founder- chairman


Poluição dos sedimentos dos oceanos por metais pesados Eng.Elma Romanó*

page473_1


Poluição dos sedimentos dos oceanos
por metais pesados

Eng.Elma Romanó
*


*Ambientalista. Engenheira Agrônoma, Mestre em ciência dos solos. elmanery@gmail.com


Os oceanos estão sujeitos a contaminações diversas sofrendo influência das atividades antrópicas, tais como a poluição por águas usadas, domésticas ou industriais, que vem sendo lançados nos rios atingindo os mares onde se depositam nos sedimentos marinhos. Alteram ainda o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.

Um caso emblemático ao longo da história, no fim da década de 50 foi o vazamento de mercúrio metilado, nas águas da baía de Minamata, contaminando peixes e intoxicando a população, que foi observado em um grupo da população que apresentou os sintomas por contaminação do mercúrio.

A contaminação marinha por metais pesados é de difícil controle, pois as correntes marítimas transportam misturam estes poluentes em uma velocidade muito grande, em grandes distâncias.

Assim como o mercúrio, outros metais são classificados como pesados. Metais químicos altamente reativos e bio-acumulativos, incapazes de serem eliminadas pelo organismo, as concentrações muito elevadas, mesmo dos chamados metais essenciais, são tóxicos aos seres vivos.

É por isso que a poluição por metais tem um impacto muito grande sobre a qualidade de vida das populações afetadas.
O fundo do mar têm naturalmente níveis altos de alguns metais, como o manganês, mas esse fato é agravado pela poluição e com a proximidade às áreas costeiras, bem como pela acidificação dos oceanos.

Anualmente, os oceanos absorvem cerca de 25% do CO2 emitido para a atmosfera pelas atividades humanas, reduzindo drasticamente o impacto deste gás de efeito estufa sobre o clima. Quando o CO2 se dissolve na água do mar, forma-se o ácido carbônico. Este processo, denominado de acidificação oceânica, está tornando a água do mar mais corrosiva para conchas e esqueletos de numerosos organismos marinhos, bem como afetando seus processos de reprodução e fisiologia. Esses impactos já foram detectados em organismos vivos de diversas regiões do planeta. A acidificação dos oceanos é um resultado direto das emissões de co2 e não das mudanças climáticas.

Dentro de décadas, a química dos oceanos tropicais não sustentará o crescimento dos recifes de corais e grandes extensões dos oceanos polares se tornarão corrosivas aos organismos marinhos calcificadores. Estas alterações terão impacto sobre a cadeia alimentar, a biodiversidade e os recursos pesqueiros. (
www.ocean-acidificacion.net)

A acidificação oceânica é um campo de estudo relativamente novo, sendo que a maioria das publicações de artigos científicos ocorreram a partir de 2004.

A disponibilidade maior dos metais pesados nas águas marinhas é potencializado com a acidificação, pois em pHs ácidos os metais tornam-se mais livres.

Todos os metais têm origem natural, porém, com a industrialização o homem acelerou, modificou e ampliou em muito os níveis de diversos deles, alterando sua forma química e tornando-os, às vezes, mais disponíveis para incorporação biológica.

Quando presentes na natureza em sua forma original, eles não conferem riscos ao ambiente, entretanto com o crescimento da população mundial, os grandes acidentes ambientais envolvendo grandes derramamentos de petróleo são fatores que facilitam a contaminação.

O comportamento desses metais no sedimento é determinado pelas características geoquímicas de cada elemento e suas interações como o meio, que estão vinculadas, principalmente, aos valores de pH, Eh, matéria orgânica e argilo-minerais do estrato sedimentar (Moore & Ramamoorthy 1984; in Laybauer, op cit, p.5 , et seq).

Os acidentes como o da Navio superpetroleiro, o Valdez, a serviço da Exxon, bateu na costa do Alasca, deixando escapar 260 mil barris de petróleo, imergindo em óleo praticamente toda a fauna da região,. Tendo como consequências visíveis, morte de 250.000 pássaros marinhos, 2.800 lontras marinhas, 250 águias, 22 orcas e bilhões de ovos de salmão. A limpeza custou $ 2,5 bilhões, limpeza esta apenas do petróleo de superfície, sendo que o passivo ambiental efetivo, como a contaminação pelos metais nos sedimentos e a gradativa contaminação da fauna e flora, não foram contabilizados, pois é difícil sua contabilização

. No Brasil, a Petrobras, foi responsável, , pelo derramamento de mais de 1 milhão de litros de óleo cru, na baía de Guanabara. Em julho do mesmo ano, mais um acidente. Desta vez, cerca de 4 milhões de litros de óleo cru vazam de refinaria em Araucária (PR),tendo como consequências que a mancha se espalhou por mais de 50 quilômetros quadrados. Atingiu o manguezal da área de proteção ambiental (APA) de Guapimirim; morte de inúmeras espécies da fauna e flora, graves prejuízos de ordem social e econômica a população local.

Em 2002 começou a maior catástrofe ambiental que até o momento havia sacudido a costa galega: o afundamento e posterior derramamento de milhares de toneladas de fuel-oil por parte do petroleiro "Prestige". O petroleiro grego Prestige naufragou na costa da Espanha, despejando 11 milhões de litros de óleo no litoral da Galícia. A sujeira afetou 700 praias e matou mais de 20 mil aves. Em comparação com o Exxon Valdez, a quantidade de óleo derramado foi menor, e a biodegradação do produto foi facilitada pelas temperaturas mais altas. Nos meses seguintes ao desastre, o submarino-robô Nautile soldou o navio afundado a 3600 metros de profundidade, como consequência, cerca de 15 mil pássaros foram afetados, a limpeza custou $ 12 bilhões.

Em 2010, uma explosão na plataforma de petróleo da BP no golfo do México provocou a morte de 11 pessoas após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, além de jogar no mar mais de 4 milhões de barris de óleo, no pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, como consequências, 750 milhões de litros de óleo e 6 milhões de litros de dispersantes químicos, 11 funcionários mortos, mais de 400 tartarugas que correm risco de extinção e que foram contaminadas, entre outros animais como golfinhos. O derramamento de petróleo da BP no Golfo do México, que pode se tornar o maior desastre ambiental do país e o mais caro serviço de limpeza desde o Exxon Valdez, em 1989, deve custar às seguradoras até US$ 1,5 bilhão.

Estes acidentes apenas demonstram como a questão ambiental é tratada com descaso a nível mundial tanto pelas empresas particulares como pelos órgãos fiscalizadores destas atividades.

A recuperação efetiva destes ambientes não será possível, pois o ambiente marinho é extremamente complexo e de difícil reparação, um dano irreversível e com consequências a curto e longo prazo.

Sem contar ainda com os acidentes nucleares que nem só afetam, os continentes, como também os oceanos através de plumas de contaminação, como o acidente nuclear de Chernobil que aconteceu em 1986, na Usina Nuclear de Chernobil, na Ucrânia, produzindo uma nuvem de radioatividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido, com a liberação de 400 vezes mais contaminação que a bomba que foi lançada sobre Hiroshima. Grandes áreas da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia foram muito contaminadas. Resultando na evacuação e reassentamento de aproximadamente 200 mil pessoas. a consequência ainda sentida nestas áreas tem dados não contabilizados. E o recente acidente nuclear de Fukushima com gravíssimas consequências ambientais ainda sendo contabilizadas, mas estudos sobre a contaminação pela radiação nuclear nos mares ainda são obscuros.

Estamos vivenciando uma nova era geológica, a “antropogênica”, onde o Homem e suas atividades estão modificando as condições climáticas do planeta. As emissões de CO 2 em níveis elevados, a consequente acidificação dos oceanos, o lançamento de poluentes de todos os tipos, dentre os principais contaminantes gerados por estas fontes encontram-se: nutrientes, compostos orgânicos sintéticos, sedimentos, resíduos sólidos e plásticos, metais, radionuclídeos, petróleo e hidrocarbonetos em geral e em particular, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.

A crescente poluição generalizada dos oceanos trará consequências desastrosas para o futuro a poluição por metais pesados se agrava na medida que fatores ambientais estão contribuindo para sua potencialidade efetiva, o homem sofrerá as consequências pois possivelmente ocorrerão alterações na cadeia alimentar, modificação dos ecossistemas e biodiversidade. Alguns metais pesados podem causar a morte de peixes, morte do plâncton, e podem se acumular na carne dos peixes e dos moluscos. Eles se concentram a medida que avançam na cadeia alimentar e isso afetará também a população que sobrevive da pesca.

Apesar de várias reuniões de cúpula, para discutir os problemas ambientais do planeta, a fartura de água nos oceanos e sua falsa impressão de inesgotável faz com que este problema não tenha o valor que deveria ter e tal como a poluição das águas doces e os solos podemos prever graves danos ao planeta se esta situação não for controlada.

Referências Bibliográficas

ALLOWAY, B. J.;

AYRES, D. C. Chemical Principles of Environmental Pollution.

Bla- Ckie Academic e Professional. Chapman e Hall, 1993.

BAIRD, C. Environmental Chemistry. W. H. Freeman and Company. New York,1995

BRITO F°. Dilermando Toxicologia humana e geral. Liv. Atheneu.
Rio de Janeiro/SP, 1998

DORST, Jean . Antes que a natureza morra: por uma ecologia política. São Paulo ;
Ed. Blucher, 1973 GOES,

Roberto Charles. Toxicologia Industrial - um guia prático para prevenção e primeiros socorros.
Liv. e editora Revinter Ltda. RJ, 1997.

JESUS, H.C. de;

COSTA, E. de A.;

MENDONÇA, A. S. F.;

ZANDONADE, E. 2004. Distribuição de Metais Pesados em Sedimentos do Sistema Estuarino da Ilha de Vitória-Es. Quim. Nova, Vol. 27, No. 3, 378-386.

LARINI, Lourival. Toxicologia. Editora Manole Ltda. São Paulo, 1997.

MANAHAN, S. E. Environmental Chemistry. sixth edition, Lewis Publishers, London, 1994.



*Ambientalista. Engenheira Agrônoma, Mestre em ciência dos solos. elmanery@gmail.com

unknown-3-3-3unknown-3-3-4-3-3-2unknown-3-3-4-4-3

www.no-sea-and-earth-pollution.org

"ALBATROSS" anti Plastic Pollution
"Action"Projekt 2012-2020
page473_2
Reduce-Reuse-Recycle-Respect
Youtube: NO MORE SACRIFICE ALBATROSS-NO-PLASTIC-POLLUTION-REQUEST-CLEANUPYOURMESS-PLASTICFREE Join in Facebook: Manfred Albatross


Pasted Graphic